Rede de Bibliotecas de São Brás de Alportel

16
Out 08

 

Clube de Leitura Ler para Viver”

          Ler para sentir emoções. Ler para pensar e descobrir novos rumos na vida. Ler para saber o que se esconde para lá do reflexo das coisas. Como nos inspirou Albert Manguel, “LER para Viver”.

         O Clube foi criado em 23 de Abril de 2003. A ideia nasceu entre alguns bibliotecários do Algarve que junto dos leitores mais assíduos das suas bibliotecas fizeram germinar a ideia.

         Em São Brás de Alportel conjugaram-se vontades. O nosso querido e sempre amigo João Belchior Viegas (1926-2004) que lera muito, traduzira e até compartilhara de muitos momentos com vários autores de reconhecido mérito literário foi a figura chave para dar ao Clube a matriz de crítica literária e estética.

         Como a qualquer outro Clube, aderem os amantes, neste caso quem tem paixão por ler, mesmo quando se recusa a ler determinado autor ou género literário. Associam-se os que sentem prazer em falar de livros e partilhar pontos de vista diferentes e/ou opostos.

Reunimos na última Sexta-feira de cada mês, às 21:30 h. na Sala Polivalente da Biblioteca Municipal

publicado por cef-sba às 17:41
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CLUBE DE LEITURA
Leituras de 2008

 

Janeiro

   Machado de Assis - "Contos"

Fevereiro

   Encontro c/ o autor de "O Algarve na época 
   medieval" - José A. Martins

Março

   Ernesto Hemingway - "O Velho e o Mar"

Abril

   Aniversário do Clube. Encontro c/ o Clube de
    Leitura de Faro e o autor de "A Cruz de 
   
Portugal" - José Gonçalves 

Maio

   Amoz Oz - "Contra o fanatismo"

Junho

    Fédor Dostoievski - "O Pequeno herói"

Setembro

    Padre António Vieira - "Sermão aos peixes" 

Outubro

    Gabriel García Márquez - "Doze contos peregrinos"

Novembro

    Poesia de Drummond de Andrade 

Dezembro

    John Grisham - "O Natal do Sr. Krank"

 

publicado por cef-sba às 16:00
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“A Sombra do Vento" é um fantástico romance que transporta o leitor na transversalidade profunda de uma fascinante história, sobre os livros e as relações humanas, desenhada em contornos de inspiração gótica. Na misteriosa e nostálgica cidade de Barcelona dos anos quarenta, o autor explora, através dessas mesmas relações entre as personagens, sentimentos fortes e profundos, como o amor, a amizade, a nobreza, o ódio e o perdão. Numa dimensão que se pode considerar mágica, sem contudo negligenciar as premissas que constroem a realidade, esta história tatua no leitor a sensação de incapacidade de definição da fronteira concreta, que estabelece o limite da importância e do amor que um Ser Humano pode nutrir pelos livros e, simultaneamente, a profunda mudança que estes podem operar na sua vivência, quando ao sequestrarem a sua atenção, resgatam a sua alma. Um livro que ensina a amar os livros.

(martin jusefus)

 

“Retornados: um amor nunca se esquece”, é um romance da autoria do jornalista Júlio Magalhães. Numa escrita clara e acessível o autor oferece ao leitor uma nova perspectiva daquilo que foi a descolonização portuguesa e reconhece o valor de todos aqueles portugueses que regressaram ao seu país com o carimbo de “retornados”.
O autor a partir do drama vivido por milhares de famílias e das suas recordações de infância, em África, constrói um enredo onde a par do romance encontramos um relato da maior ponte aérea de que há memória em Portugal.

Fátima Sousa

 

 

Ler Manuel Teixeira Gomes é tomar contacto com um Algarve que já não existe. Daí a importância de ler qualquer texto de escritor algarvio, pois só assim ficamos a saber o que se perdeu desde então neste pedaço de país. E Teixeira Gomes não perde tempo a desenhar personagens, antes descreve um Algarve sensual, modorrento, de mulheres embiocadas, de homens com chapéus de abas largas, desconfiados e protectores da sua prole; nada inventa, pois tudo o que escreveu foi o que realmente viveu e observou no Algarve e nos países por onde viajou e residiu.

(J. P. Cruz)
 

Classificarmos esta obra como uma autobiografia ou memórias seria demasiado redutor.
O prazer que senti ao ler foi gerado pelo jogo narrativo usado pelo autor conjugado com o olhar de um homem, fortalecido por uma vida intensa, sobre os momentos de epifania e trevas da sua vida.
As memórias são os fragmentos circunscritos num tempo de encontro e desencontro com as pessoas/personagens que dão sentido à sua vida.
Contudo, estas personagens, avós, pais, familiares, companheiros de kibutz, amigos, outros escritores e vizinhos, ganham autonomia e aprisionam os capítulos.
As memórias do “re-nascimento” de Israel, como pátria, desde os tempos de protectorado inglês, são apresentadas ao leitor pelos percursos sinuosos de cada uma das vidas das pessoas/personagens com diferentes estatutos sociais, origens geográficas, línguas maternas e tradições, que se deslocaram em busca da terra prometida.
Apesar desta assombrosa obra que nos faz reflectir sobre a dimensão e a profundidade da vida humana, que não se confina ao modelo do que é politicamente correcto em cada época/geração, ainda não foi este ano que Amos Oz ganhou o Nobel da Literatura.
 

(tecas)

publicado por cef-sba às 15:00
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